"Às vezes tenho a impressão de que escrevo por simples curiosidade intensa. É que, ao escrever, eu me dou as mais inesperadas surpresas. É na hora de escrever que muitas vezes fico consciente de coisas, das quais, sendo inconsciente, eu antes não sabia que sabia.” Clarice Lispector

domingo, 8 de agosto de 2010

Aberlardo da Hora

Hoje fui visitar a exposição do artista pernambucano Aberlardo da Hora, que até então não conhecia. Me surpreendi com a riqueza do seu trabalho, que explora imagens do nordeste, uma mistura de arte e realidade (com ênfase para as cenas de sofrimento do sertão do nordeste). Muito bom!
Seguem algumas fotos da exposição e um texto de Aberlardo.
"Faço a minha arte respondendo a uma necessidade vital. Como quem ama ou sofre, se alegra ou se revolta, aprova ou denuncia e verbera.[...]Reflexo da convivência social e fixação de elementos sedimentados pela cultura da humanidade no seu itinerário histórico-social. Tenho compromissos fundamentais com a cultura brasileira e com o povo da minha terra.

A minha arte é feita dos meus sentimentos e de meus pensamentos: nunca os separo. A marca mais forte do meu trabalho tem sido entretanto o sofrimento e a solidariedade. A tônica, é o amor: o amor pela vida, que se manifesta também pela repulsa violenta contra a fome e a miséria, contra todos os tipos de brutalidades, contra a opressão e a exploração. Arte pela vida em favor da vida. Às vezes grito violentamente nos ouvidos dos brutos e dos antropoides monstruosos que forjam as guerras e as discriminações. Mas às vezes canto: as vitórias da minha gente, o amor da minha gente, as belezas da vida.

Não faço arte para os colegas verem nem para os críticos. Faço arte para mim e para a minha gente. Acho que o grande apelo atual da humanidade é a paz, o entendimento, a solidariedade e o amor enfim. Pretendo que a minha arte seja mais uma voz a reforçar esse apelo."





A exposição mostra cenas típicas do nordeste, tais como imagens de danças (frevo, capoeira) e do sofrimento do sertão. Essa última escultura é chamada "sem terra e sem vez".

Vale a pena conhecer!

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