"Às vezes tenho a impressão de que escrevo por simples curiosidade intensa. É que, ao escrever, eu me dou as mais inesperadas surpresas. É na hora de escrever que muitas vezes fico consciente de coisas, das quais, sendo inconsciente, eu antes não sabia que sabia.” Clarice Lispector

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Dicas de Fernando de Noronha


Antes de viajar sempre gosto de ler um pouco sobre a história e dicas do local. Assim, com Noronha não foi diferente, pesquisei bastante sobre dicas dos locais e li um pouco sobre o surgimento da ilha. Das leituras que fiz, a que mais me surpreendeu foi a reportagem que mostra um lado de Noronha que o turista não vê. Ter lido esse texto antes da viagem me fez ter vontade de confirmar o seu relato com os nativos da ilha, que confirmaram os fatos descritos nessa reportagem e complementaram com mais informações. Me surpreendi, principalmente, com a dificuldade de atendimento médico. O guia que me acompanhava na trilha me contou que fraturou a perna uma certa vez, mas o hospital local não tinha condições para prestar atendimento, então ele precisou chamar um avião específico para prestar socorro e realizar a locomoção para o continente (avião de cia aerea não podem conduzir pacientes nessa situação).  Esse avião chegou no dia seguinte e então ele foi encaminhado para Recife. Então já viu, a depender da gravidade do problema, o paciente precisa aguardar  e pedir a Deus resistência até chegar ao continente.

Além da leitura, compartilho outras dicas turísticas, que talvez interesse aos viajantes:

Onde ficar? Na ilha as pousadas de melhor custo-benefício são classificadas como pousadas domiciliares . Pesquisei algumas antes de viajar e gostei ($ + :D) mais da Pousada do Romildo e da Pousada da Carmô. Na pousada do Romildo consegui um preço melhor, mas não tinha disponibilidade para o período que queria, então negociei com a pousada da Carmô (muito aberta a negociação) e consegui o mesmo valor. Gostei bastante da pousada, quarto confortável e ótima localização, perto de restaurantes, agências, ponto de ônibus, vila do remédio. O café da manhã é simples, poderia ser melhor, por isso essa foi a única sugestão  que dei para eles.

Quando viajar? Os nativos me informaram que a melhor época do ano para conhecer Noronha é entre setembro e outubro, período em que o mar-de-dentro (mar em direção ao Brasil) e mar-de-fora  (mar em direção a África) estão calmos, assim, é melhor para praticar mergulho e aproveitar as praias. Os piores meses para conhecer Noronha são dezembro e janeiro, pois o mar-de-dentro e mar-de-fora estão agitados e o preço de tudo aumenta. Fui em agosto (mar-de-dentro calmo e mar-de-fora agitado), pois aproveitei uma excelente promoção da Gol. Já percebi que esse é o mês que as cias aéreas lançam melhores promoções.

Onde comer? O preço de tudo em Noronha é mais alto, viaje ciente disso para não se assustar. No primeiro dia fiz o passeio do ilhatour e o guia nos levou para comer um peixe na bananeira delicioso, mas depois fiquei sabendo que o restaurante ao lado tinha o mesmo prato pela metade do preço, então fica a dica. Nos últimos dias descobri um restaurante com um excelente custo-benefício, o Flamboyant (comida muito saborosa). Esse restaurante funciona como self service no horário do almoço e à la carte à noite, aceita vários cartões, inclusive visa vale (Y). Restaurante que não indico: São Minguel.

Onde comprar os passeios? Contratei todos os passeios (ilhatour, trilha lonha de atalaia e passeio de barco 3 em 1) na agência Blue Marlin e fiquei satisfeita com todos. Consegui desconto ao negociar o pacote (por sinal, foi um bom desconto). Apenas o passeio de barco 3 em 1 que não obtive desconto, pois era terceirizado e já era uma promoção.

Quais passeios fazer? Se você ficará poucos dias em Noronha (menos de 4 dias), o ideal é começar fazendo o Ilhatour, um passeio feito em uma pickup que dura o dia todo e percorre as principais praias da ilha e termina com o pôr do sol no mirante do Boldró. Outro passeio que você não pode deixar de fazer é o de barco, pois poderá conhecer o arquipélago de um ângulo diferenciado e ver os golfinhos. Fiz o passeio de barco 3 em 1, que inclui o passeio de barco, almoço e reboque. Ahh, se você pretende fazer o mergulho de cilindro, saiba que precisa fazer com um antecedência de 24 horas do vôo. Aprendi isso com meu amigo piloto-mergulhador, que disse que isso é necessário "porque nosso organismo não consegue eliminar o nitrogênio do nosso sangue rapidamente e como a pressão atmosférica em vôo é menor do que embaixo dágua, podemos sofrer doenças descompressivas (DCS) como uma embolia pulmonar."

O que fazer à noite? Não deixe de ver as palestras do projeto Tamar, que darão um prazer a mais na viagem. Poder ouvir a teoria e visualizar/experimentar a prática é fascinante (lembrei das minhas aulas no laboratório de física, umas das experiências que mais gostei na universidade). Então, aproveite essa programação enquanto estiver em Noronha. Após assistir as palestras observei sob outro ponto de vista cada detalhe nos passeios. Assisti palestras sobre o surgimento da ilha (geologia, origem vulcânica), biodiversidade do arquipélago e sobre os tubarões. Outra opção à noite é o Bar do Cachorro , que  tem  samba rock ou forró (não conheci esse bar, portanto não posso falar nada :P).

Enfim, essas são as dicas, espero ter ajudado os interessados em conhecer esse paraíso.

Em outro post contarei um pouco sobre a experiência da viagem. Até o próximo post!

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