"Às vezes tenho a impressão de que escrevo por simples curiosidade intensa. É que, ao escrever, eu me dou as mais inesperadas surpresas. É na hora de escrever que muitas vezes fico consciente de coisas, das quais, sendo inconsciente, eu antes não sabia que sabia.” Clarice Lispector

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O que é a exclusão digital?

Hoje assisti uma reportagem de Nelson Pretto que me fez refletir muito sobre o conceito do que é pertencer a essa nova era digital. Sua reportagem dizia o seguinte: "A meninada das classes médias e altas tem acesso ao universo da cibercultura dentro de casa, trancada nos seus quartos, e a meninada de família pobre vai para os telecentros ou infocentros para aprender processador de texto e planilha eletrônica. Isso é de uma crueldade total. Porque você dá ideia de que a molecada esta sendo “incluída digitalmente” e, na verdade, essa é a forma pior e mais violenta de exclusão. Porque ela tem a sensação de que pertence e não pertence a nada. Ela é apenas um digitador".

Isso leva a pensar no papel da informática como um instrumento de transformação social, e não apenas como uma ferramenta operacional. Não podemos formar pessoas para aprender a usar computador, mas sim a usar esse instrumento como um meio de inclusão social, que permita fazer parte dessa nova sociedade onde a informação domina as relações sociais, culturais e econômicas.

Expandindo mais o conceito de exclusão digital, me pergunto: Será que só ter acesso ao universo da cibercultura é estar incluído digitalmente? A grande quantidade de informações disponível na internet e o acesso dos internautas à informação de baixa qualidade pode deseducar ao invés de educar. É preciso orientação para acessar canais com conteúdo válido. Precisamos de crítica para reconhecer quando uma informação é verdadeira, guardar o que tem valor e descartar o que não presta.

A quantidade de informação existente nessa "Era" pode ser um problema. Muitas vezes nos perdemos nesse mundo vasto de idéias e conteúdos, e não sabemos distinguir o que é verdadeiro e útil. Quando assimilamos como verdadeiro, pecisamos distinguir o que é útil, pois a grande quantidade de informações que guardamos no dia a dia nos leva a reduzir a nossa capacidade de memorização (pelo menos eu tenho percebido isso em mim nos últimos tempos :) ). Mas quero registrar que isso não me leva à desmotivação na busca por mais informações, ao contrário, isso me orienta a filtrar mais o que busco como conhecimento para minha pequena capacidade de memória.

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